10/07/2019 | 15h14     Atualizado em 10/07/2019 | 16h39

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Coordenadoria de Promoção de Igualdade Étnico-Racial promove Projeto Juventude Viva

Iniciativa busca divulgar cultura afro-brasileira nas escolas públicas

A prefeitura realizou a cerimônia de encerramento da primeira edição do Projeto Juventude Viva nesta terça-feira (09/07), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Tancredo de Almeida Neves, no bairro Belo Horizonte. O curso é uma iniciativa da Coordenadoria de Promoção de Igualdade Étnico-Racial, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS), com apoio do Banco de alimentos do Município.

 

Com o objetivo de divulgar a cultura afro-brasileira visando à superação das desigualdades étnico-raciais, o projeto ofereceu oficinas de poesia e pintura, além de conteúdos relacionados à cidadania, produzindo reflexões e autoconhecimento, incentivando o combate ao racismo.

 


?Pra nós é muito importante falar da cultura negra hoje de uma maneira clara, sem tons pejorativos e com muito orgulho. O projeto Juventude Viva traz a cultura e a poesia pra que os alunos possam se expressar. Nós temos que ter força para lutar pela igualdade. O trabalho causou um impacto de identidade, reconhecimento e identificação dos participantes vendo pessoas dentro de Caxias do Sul que são exemplo no mundo da poesia?, comentou Alessandra Pereira, titular da Coordenadoria de Promoção de Igualdade Étnico-Racial.

 

A estudante Witiane Rup Guedes, 14 anos, foi uma das participantes. ?O projeto falou da sociedade negra e explicou a história da poesia e do rap, que me incentivaram. Eu pretendo continuar no projeto e na poesia, pois ela é algo que me define como pessoa?, disse Witiane.

 

O curso teve duração de três meses com aulas dois dias por semana, com o auxílio de parceiros que introduziram aos alunos uma visão mais ampla sobre trabalho, conhecimento de comunidade, direitos e deveres.

 

?Hoje nós vemos uma visão dos alunos totalmente diferente sobre o conhecimento da cultura negra, trazendo referência e representatividade. Eu acho muito importante essa visibilidade do projeto na escola, pra que as pessoas tenham consciência sobre o seu lugar de fala na sociedade?, compartilhou a poetisa Jamile Santos, 17 anos.


Durante a cerimônia, algumas poesias desenvolvidas pelos alunos e colaboradores durante o projeto foram apresentadas para o público.

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