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  21/12/2019 | 10h58     Atualizado em 21/12/2019 | 11h20

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Sessão do processo contra Daniel Guerra já passa de 24 horas

Momento mais tenso do julgamento aconteceu com a leitura de uma liminar equivocada

Foto: Ivan Sgarabotto
Foto: Ivan Sgarabotto

O processo de impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra (Republicanos) já dura mais de 24 horas. A sessão de julgamento teve início na última sexta-feira, 20, e não há previsão de quando irá terminar. A expectativa é de que dure entre três e oito dias.

 

Os vereadores desde o começo estão se revezendo na leitura de todos os documentos do processo. Nas primeiras 15 horas da sessão, apenas 10% do total de 3.969 páginas haviam sido lidas. Passado 24 horas alcançou as primeiras mil páginas.

 

No primeiro dia de julgamento os ânimos chegaram a se exaltar com alguns parlamentares, por causa da leitura de todo o processo de impedimento contra o Daniel Guerra.

A procuradora-geral do Município, Cássia Kuhn, responsável pela defesa do prefeito disse que a leitura serve para que todos se inteirem dos fatos e das informações do processo.

 

Alguns vereadores, como o Rodrigo Beltrão (PT) questionaram que as peças são diferentes de anexos e por isso, muitas leituras são desnecessárias. Paulo Périco (MDB) em vários momentos também relatou da repetição de informações.

 

O vereador Renato Nunes (PR), em defesa à Daniel Guerra, disse que eles não vão abrir mão da leitura de todo o processo. Ele também relatava ao presidente da Câmara de Vereadores Flávio Cassina (PTB) que não poderia ter virada de mesa no julgamento.

 

O momento mais tenso do primeiro dia foi quando uma mensagem de liminar foi divulgada pelo vereador Elói Frizzo (PDT) com o resultado equivocado que estaria derrubando o pedido da defesa de Daniel Guerra contra a paralisação dos trabalhos do rito processual. Novamente os ânimos se exaltaram por causa de comemorações, inicialmente pela oposição e posteriormente pela situação.

 

A defesa do chefe do executivo deu entrada a uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, alegando equívocos no trâmite do processo de impeachment. A expectativa é de que a corte se manifeste apenas na segunda-feira, dia 23.

 

Em outro momento da sessão, a procuradora Cássia Kuhn chegou a dizer que foi ofendida pelo presidente da Câmara. O cansaço de todos presentes na sessão também era percepectível no final do primeiro dia de julgamento.

 

O plenário ficou lotado em muitos momentos. O hino do Rio Grande do Sul também foi entoado por duas vezes, além de manifestações contra e a favor o impedimento do prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra.

 

Fora da Câmara de Vereadores também aconteceram protestos com um caminhão de som que ficou durante toda a tarde em frente à prefeitura, com dircursos e músicas. A ação foi organizada pela Parada Livre. Em vários locais da cidade também há protestos com cartazes contra Daniel Guerra.

 

Nos bastidores, a oposição acredita que o impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra irá acontecer com no mínimo os 16 votos, já a situação acha que conseguirá reverter o resultado, e para isso precisa de oito votos.

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