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  13/02/2020 | 15h44     Atualizado em 13/02/2020 | 15h46

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Presidente da República recebe convite para a inauguração de planta de produção de grafeno

Planejada para produzir grafeno em escala industrial, nova estrutura será inaugurada no dia 14 de março, no Campus-Sede

Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro acenou positivamente ao convite para comparecer à inauguração da planta de produção de grafeno da Universidade de Caxias do Sul, prevista para o dia 14 de março (mas que pode ser remarcada de acordo com a agenda do presidente).

 

A formalização foi feita nesta quarta, dia 12, quando uma comitiva formada pelo presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), José Quadros dos Santos, o reitor Evaldo Kuiava, e o coordenador das pesquisas sobre grafeno na UCS, Diego Piazza, foi recebida no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). "Temos 99% de certeza que o presidente estará na inauguração, embora a agenda dele seja complexa, com compromissos internacionais no mês de março", adianta Quadros. Os gestores da UCS também convidaram Bolsonaro para as Surdolimpíadas, evento mundial que ocorre de 5 a 21 de dezembro de 2021 e que terá o campus da Universidade como sede.

 

Denominada UCS Graphene, a planta e todo o conceito sobre a pesquisa e produção do material estão integrados ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade, o TecnoUCS. A planta iniciará operações produzindo 500 kg do material por ano, com potencial para expansão a até 5.000 kg anuais. A audiência com o presidente foi intermediada pelo deputado federal Bibo Nunes (PSL), também presente no encontro. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que acompanha o projeto da UCS na área desde seu início, participou das tratativas em visita à Universidade.

 

Considerado o principal recurso da atualidade para aplicações em alta tecnologia, o grafeno é pesquisado na UCS desde 2005, com desenvolvimentos nas áreas de nanotecnologia, medicina regenerativa, revestimentos avançados, tecidos inteligentes e segurança alimentar, entre outras. 

 

Por ser o material mais leve e resistente que existe, com altíssima condutividade térmica e elétrica, a Universidade aposta na oferta de grafeno em escala industrial como meio para o avanço tecnológico da matriz econômica regional. ?Investindo em pesquisa e inovação estamos cumprindo nosso papel em prol do desenvolvimento do país por meio da ciência e da tecnologia?, define Kuiava.

 

Para as pesquisas e o desenvolvimento do know-how produtivo do grafeno, a UCS conta com parcerias firmadas com a Universidade de Singapura e com a Universidade Mackenzie, de São Paulo, referências internacional e nacional na tecnologia. No segmento empresarial, a Universidade já assinou um termo de cooperação técnico-científica com a Marcopolo com o objetivo de permitir a contratação e o desenvolvimento de pesquisas, projetos e serviços técnicos e tecnológicos em materiais avançados, especialmente o grafeno, e mantém tratativas com as empresas Gerdau, Randon e Sanmartín.

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