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  25/06/2020 | 11h23     Atualizado em 25/06/2020 | 11h24

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Dificuldades para quitar dívidas têm novo avanço em junho para famílias com renda menor, aponta pesquisa da Fecomércio-RS

Divulgação
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O percentual de famílias endividadas atingiu 61,9% em junho, com pequena elevação em relação a maio (61,0%). Já em comparação com o mesmo período em 2019, o indicador permanece em patamar menor (69,4%). Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS), divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira, dia 25.

 

Em relação à percepção do nível de endividamento, a pesquisa registrou queda no percentual de famílias que se consideraram muito endividadas, registrando 14,4% em junho ante 17,9% em maio. Além disso, a parcela média da renda comprometida com dívidas permaneceu em patamar baixo, registrando 21,3%. "Esses resultados refletem o cenário geral do consumo das famílias diante da crise. Com cautela em relação à pandemia e seu rumo, o consumo teve queda drástica e ficou concentrado em itens básicos, com as famílias evitando contrair dívidas e comprometer as finanças com parcelas para comprar outros bens", comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

 

Em relação aos indicadores de inadimplência, o percentual de famílias que relataram ter contas em atraso marcou 27,8% no mês de junho (27,5% em maio) e o percentual daquelas que indicaram não ter condições para pagar contas atrasadas nos próximos 30 dias foi de 14,2%, com pequena elevação em relação ao mês anterior, quando registrava 13,5%. Porém, esses resultados refletem resultados diferentes entre os diferentes grupos de renda analisados. Houve piora na situação de persistência da inadimplência para as famílias com menos de dez salários mínimos: 17,2% referiram que não terão condições de pagar as contas atrasadas nos próximos 30 dias, o que corresponde a mais da metade (53,8%) das famílias com contas atrasadas nesse grupo. Em maio, o indicador marcava 16,1%.

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