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  20/07/2020 | 16h51     Atualizado em 20/07/2020 | 17h01

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Caxias do Sul permanece na bandeira vermelha

Comércio fechado não impede a circulação das pessoas

Divulgação
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A Região de Caxias do Sul continua mais uma semana na bandeira vermelha no Modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Estado. O anúncio da classificação final da bandeira foi divulgado na tarde desta segunda-feira pelo governador Eduardo Leite.

 

A 11ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado, realizada nesta sexta-feira (17.07) e confirmada nesta segunda (20.07), trouxe o anúncio que o comércio da região de Caxias tanto temia. Pela segunda semana consecutiva, o Estado voltou a classificar a região de Caxias do Sul com bandeira vermelha, permitindo aos comerciantes manter em funcionamento apenas o comércio eletrônico, drive thru, take away e a tele-entrega, com 25% dos trabalhadores, como modalidade exclusiva de atendimento, para comércio de rua e shoppings.

 

Para o Sindilojas Caxias, a última semana de comércio varejista não essencial fechado serviu para comprovar que o risco de contaminação do coronavírus não vem de um segmento específico, já que mesmo na bandeira vermelha as pessoas continuaram circulando pelo centro da cidade em grupos e desrespeitando os protocolos de saúde determinados para conter a disseminação do vírus. Representante legal do comércio, o Sindilojas Caxias entende que a contaminação não está diretamente relacionada com a abertura do comércio porque depende do comportamento das pessoas. Afinal, o comércio vem colaborando para preservar a saúde dos caxienses ao cumprir os protocolos de saúde estabelecidos pela OMS para a COVID-19 para evitar a propagação do vírus, obedecendo a orientação do uso de máscara, tanto dos funcionários quanto dos clientes, o uso do álcool gel nos estabelecimentos, cumprindo as regras para a prova de roupas e também contribuindo para evitar aglomeração de pessoas, limitando o número de clientes no interior da loja. Para a presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, todos esses cuidados reforçam o argumento de que o comércio oferece segurança aos clientes para manter as portas abertas, independente da bandeira vigente: "Estamos buscando, com o respaldo da Fecomércio, o direito de atender os nossos clientes com 100% de funcionários para a bandeira amarela, 75% na laranja, 50% na vermelha e até 25% na preta. Essa é uma saída coerente para que possamos manter os postos de trabalho. Precisamos buscar um equilíbrio entre a saúde e a economia", propõe. Idalice defende que o comércio não é causador da aglomeração de pessoas: "O comércio varejista dito não essencial é que tem se empenhado mais em controlar o número de pessoas que tem acesso aos estabelecimentos para que façam as comprar sozinhas, sem expor crianças e idosos.", defende.

 

Para o Sindilojas Caxias, também é importante que o Estado revise a sistemática de divulgação do modelo de Distanciamento Controlado, pois os estabelecimentos precisam se planejar para atender os critérios estabelecidos no protocolo do Distanciamento Controlado, o que envolve organização da equipe e contato prévio com os clientes. Para a presidente do Sindilojas Caxias, é preciso estabelecer um cronograma que se ajuste à realidade com um anúncio único com a classificação definitiva da bandeira: "Um sistema de divulgação prévio entre prefeituras e Estado antes de levar a decisão final para a comunidade em geral, bem como um prazo mais estendido para a adaptação dos segmentos atingidos são alternativas viáveis e que garantem mais segurança diante das decisões do Estado", sugere.

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