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  28/07/2020 | 07h58     Atualizado em 28/07/2020 | 08h02

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Serra Gaúcha permanece em bandeira vermelha e entidades buscam permissão para atendimento ao público

Prejuízos devem ultrapassar R$ 270 milhões até o próximo dia 3 de agosto informa CDL Caxias

Cristhian Silva
Cristhian Silva

A confirmação da bandeira vermelha para a Serra Gaúcha ocorrida nesta tarde (27) pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul reforça o pedido da CDL Caxias do Sul para que esta classificação permita o funcionamento do comércio com 25% da capacidade, com portas abertas para atendimento ao público. A entidade, em parceria com o poder público municipal, está buscando sensibilizar o poder executivo estadual para que flexibilize as regras da bandeira vermelha e também autorize a abertura de bares e restaurantes em mesmo percentual. A CDL Caxias sugere, ainda, a elaboração de protocolos que viabilizem a realização de eventos.

 

O presidente da CDL, Renato S. Corso, enfatiza que há uma discrepância entre o que é exigido pelo governo e as necessidades da população, já que muitos trabalhadores das chamadas atividades essenciais dependem de local para alimentação, de escola para deixarem seus filhos enquanto estão trabalhando, entre outras necessidades. O dirigente reforça que as entidades buscam uma solução em conjunto para impedir o agravamento da crise.        

  

"Já estamos com quase 1,5 mil trabalhadores demitidos pelo varejo caxiense, 23,43% do saldo negativo das demissões no município. Ao mesmo tempo em que vemos tantas restrições ao comércio, não temos observado uma diminuição no número do coronavírus, o que nos dá condições de buscarmos esse entendimento por parte do governo de que comércio, em especial os micro e pequenos, não podem continuar sendo sacrificados por mais tempo", defende o presidente.

 

Corso garante que até mesmo os setores que têm sido menos prejudicados com as restrições das classificações do Modelo de Distanciamento Controlado estão se solidarizando com as atividades mais impactadas, como o comércio e os serviços.        

 

"Temos associados que são de outros setores, como da própria indústria, farmácias e outros segmentos, e temos visto que há uma preocupação geral com o fechamento do comércio por mais uma semana porque a economia é um sistema onde um depende do outro. O que buscamos é uma retomada gradual, consciente, com todos os cuidados que estão sendo adotados desde o início da pandemia", explica.

 

Mesmo sendo contrária ao fechamento do comércio e às restrições da bandeira vermelha -  nesta classificação é permitido apenas o comércio eletrônico, pegue-leve, drive thru e telentrega, com 25% dos trabalhadores - a CDL reforça o pedido para que seus associados cumpram com a determinações do Governo.

 

"O que defendemos é a abertura das empresas, com todos os cuidados para conter a disseminação do coronavírus, apoiando as iniciativas do poder público para evitar aglomerações, seja no interior dos estabelecimentos, nos ônibus, ruas e parques. É preciso a união de todos, população e entes civis e privados, para superar este desafio e redobrar as medidas com a higiene", finaliza o presidente da CDL Caxias.

 

Prejuízos devem ultrapassar R$ 270 milhões       
Baseada nos números de arrecadação de ICMS, a CDL estima que somente o comércio caxiense deixa de faturar R$ 3,3 milhões por dia na bandeira vermelha, representando uma queda de 53% nas vendas do setor, devido a suspensão dos atendimentos presenciais dos estabelecimentos não essenciais. No varejo, que é responsável por 28% do PIB de Caxias do Sul, o rombo deve ultrapassar os R$ 270 milhões até o próximo dia 3, com mais uma semana de vigência da bandeira vermelha. O levantamento é baseado no percentual de abertura do comércio de acordo as diferentes bandeiras no período.

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