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  07/08/2020 | 17h10     Atualizado em 07/08/2020 | 17h14

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Sindicato dos Metalúrgico de Caxias do Sul participa de manifestações em defesa da vida e dos empregos

Uliane da Rosa
Uliane da Rosa

Neste fim de semana, o Brasil chega a marca de 100 mil vítimas fatais pela covid-19. O país vive um dos seus momentos mais difíceis na história. Além da  tragédia na saúde, há ainda a crise econômica, onde milhões de brasileiros estão desempregados. Crise essa que havia iniciado antes mesmo da pandemia.

 

Sabendo que atitudes do Governo Federal poderiam ter mudado esse cenário de caos, com a diminuição, considerável, tanto do número de mortes quanto do de desempregados, as centrais sindicais chamaram seus filiados para a realização de protestos em todo o país nesta sexta-feira, 07 de agosto.


Caxias do Sul

Ainda pela manhã, o Sindicato dos Metalúrgicos mobilizou os trabalhadores e trabalhadoras da G'Paniz. Nessa empresa, há denúncias de surto de covid-19, com a possibilidade de cinco metalúrgicos estarem contaminados. A direção do Sindicato cobrou a testagem dos trabalhadores, assim como um protocolo de proteção para que se evite a proliferação do vírus.

 

O presidente do Sindicato, Assis Melo, também falou sobre as câmeras de vigilância. Item que muitas vezes, da forma como é instalada, constrange o trabalhador, causando, até mesmo, doença psicológica. "As câmeras de vigilância devem servir somente com o objetivo de proteger o patrimônio. De forma alguma deve ser instalada para vigiar trabalhador. Isso está na Convenção Coletiva. Se o trabalhador se sente constrangido com o local que está a câmera, ela precisa ser revista", afirmou o presidente.


Ato na Praça

No final da manhã, representantes de sindicatos e centrais se encontraram na Praça Dante Alighieri. Com o devido cuidado e mantendo o distanciamento social, os presidentes das entidades se pronunciaram contra o desgoverno de Bolsonaro em relação à pandemia e a economia.

 

Assis Melo foi enfático quando afirmou que "Bolsonaro não é digno do cargo que ocupa". Ele também falou sobre a simbologia dos protestos. "O movimento sindical no Brasil todo está fazendo atos simbólicos no dia de hoje. É simbólico porque não podemos ir às ruas em massa, mas também não podemos achar que é normal morrer 100 mil brasileiros e o presidente dizer: ?E daí? Morreu 100 mil, continua a vida!? Como assim continua a vida? O que faz esse presidente mensageiro da morte? Diz que pode morrer. Ele tem que ser condenado, isso é um crime contra a humanidade. Nossa manifestação é para chamar atenção e dizer que era possível e ainda é, construir políticas de prevenção à saúde, à vida e aos empregos", frisou.

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