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  11/09/2020 | 15h26     Atualizado em 11/09/2020 | 16h01

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Seis meses de pandemia da Covid-19 em Caxias do Sul

O primeiro caso na cidade foi de um paciente que veio da Itália

Andréia Copini
Andréia Copini

O município de Caxias do Sul completa seis meses na pandemia do coronavírus neste dia 11 de setembro. De acordo com o Painel Covid-19, atualizado pela SMS, nesta sexta-feira, até às 15h27, o município tem o registro de 6.635 casos positivos (5.545 recuperados; 43.617 negativos; 974 ativos; 378 aguardando; 1,75% letalidade e; 116 óbitos). 

 

Santa Catarina (367), Santa Fé (326), Ana Rech (282), Esplanada (254) e Centro (242) são os bairros com mais casos postivos da doença. Santa Catarina (11), Desvio Rizzo (11), Rio Branco (8), Santa Fé (6), Esplanada (6) e Centro (6) são as localidades com mais óbitos.

 

Segundo o último boletim emitido pela prefeitura de Caxias do Sul a Ocupação SUS está em 79% (58 leitos de UTI ocupados e Ocupação Privado com 82% (70 leitos de UTI ocupados). Das 116 mortes, 67 masculinos entre 32 e 94 anos e 49 femininos entre 33 e 97 anos.

 

A prefeitura de Caxias do Sul divulgou na quinta-feira, 10, um material que desde o início, lá em março, foi planejada diversas ações e medidas para conter a disseminação da Covid-19. O primeiro caso na cidade foi registrado em 11 de março. Em 16 março, foi instituído o Gabinete de Crise. Em 19 de março, o grupo avaliou o cenário e, visando o achatamento da curva epidemiológica, decretou o isolamento social para restringir a circulação de pessoas.


Uma das primeiras ações foi acolher a população de rua. Em 23 de março, uma estrutura foi montada nos Pavilhões da Festa da Uva para abrigar os moradores. No início dos trabalhos, cerca de 200 pessoas foram atendidas, com alimentação e banho, além de cama e atividades organizadas pelas secretarias.

 

A Prefeitura também iniciou a sanitização de espaços públicos. Até o momento, já foram sanitizados mais de 300 locais diferentes, com foco no entorno de hospitais, UPAs, UBSs, paradas de ônibus, entre outros, diariamente.

 

O Gabinete de Crise segue se reunindo semanalmente para debater intervenções que possam minimizar os efeitos da pandemia na cidade. Além das medidas já citadas, em 06 de abril, foi decretado estado de calamidade pública. A Prefeitura suspendeu cirurgias eletivas, visando diminuir o fluxo nos hospitais. Também foram remanejados servidores respeitando os grupos de risco, além de chamar todos os médicos aprovados em concurso público. 


Evolução dos casos: Em 11 de março foi registrado o primeiro caso na cidade de um paciente que veio da Itália. Era o 53º caso registrado oficialmente no Brasil. Atualmente, são 6.492 casos, sendo 5.253 recuperados. Os bairros com mais casos são Santa Catarina (358), Santa Fé (317) e Ana Rech (250). Já a faixa etária de maior contaminação é de 30 a 39 anos, sendo 1.618 casos; seguida pela faixa de 19 a 29, com 1.282 casos.


O primeiro óbito, de um cidadão caxiense de 63 anos, ocorreu no estado da Bahia, no dia 02 de maio. De lá pra cá, a cidade registrou mais 114 óbitos por complicações em decorrência do coronavírus, sendo 66 masculinos entre 32 e 94 anos e 49 femininos entre 33 e 97 anos. Os bairros com maiores registros de óbitos são Santa Catarina (11), Desvio Rizzo (11), Santa Fé (6) e Esplanada (6). 

 

Investimentos na pandemia: Para o enfrentamento à emergência da Covid-19, o município recebeu recursos específicos no total de R$ 51.913.527,04. Desse total, R$ 47.367.527,04 vieram de portarias federais e LC 173/2020; outros R$ 880.000,00 de portaria e emenda parlamentar estadual; R$ 3.504.000,00 provenientes de habilitações de leitos de UTI (HG 10, HP 7 e HVR 5); e R$ 162.000,00 de sentenças judiciais. Destes recursos, foram investidos R$ 40.410.833,23 em materiais, equipamentos de proteção individual, equipamentos, toldos e estruturas externas, compras de testes, hospitais de campanha, leitos, desinfecção, custeio de folha de pagamento de profissionais da linha de frente, entre outros.


Segundo o secretário municipal da Saúde, Jorge Olavo Hahn Castro, nesses mais de R$ 40 milhões investidos apenas na pandemia, a maior concentração de recursos foram aplicados em leitos e na proteção dos profissionais da saúde. "Nesse montante está também a manutenção de todos os leitos abertos e dos hospitais de campanha até o dia 30 de novembro de 2020. Com o acompanhamento do cenário, estimamos que progressivamente estes leitos sejam desativados. Temos uma reserva técnica financeira (R$ 11 milhões - que não podem ser usados para compra de bens permanentes ou reformas), visto que em muitos países houve a segunda onda da pandemia". O titular da SMS também salienta que estes recursos são específicos para o enfrentamento da pandemia até 31 de dezembro de 2020, segundo normativa do Ministério da Saúde.

 

Para o Prefeito Flávio Cassina, a pandemia trouxe uma união de esforços conjuntos na cidade, visando o enfrentamento da doença até então desconhecida. "Com muito diálogo e transparência chegamos até aqui. Enfrentamos o desconhecido juntos, nos reunindo sempre a cada passo dado com a orientação do Gabinete de Crise, principalmente os profissionais da Secretaria da Saúde. Iniciamos a montagem das estruturas de hospitais de campanha, leitos, para que ninguém ficasse sem atendimento pela Covid-19. E foi isso que aconteceu. Devo reforçar e agradecer os espírito solidário de entidades, sindicatos, empresas que se organizaram, fizeram campanhas de doação de equipamentos e recursos principalmente para os nossos profissionais da saúde. Outras tantas pessoas que doaram alimentos para os necessitados neste período. Seguimos firmes e em frente, porque a pandemia ainda não acabou. Torcemos que daqui pra frente os casos diminuam e que todos possamos a voltar totalmente ao normal. Enquanto isso, mantemos todos os cuidados necessários usando máscaras, álcool gel, evitando aglomerações", avalia.

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