YouTube Facebook Instagram
YouTube Facebook Instagram

  22/01/2021 | 17h11     Atualizado em 22/01/2021 | 17h12

FacebookTwitterPinterestGoogle+LinkedIn

Extinta a tarifa colegial de transporte coletivo para professores

Tales Armiliato
Tales Armiliato

A maioria dos vereadores caxienses (13x8) deliberou a favor do projeto de lei (PL) 4/2021, durante sessão extraordinária desta quinta-feira (21/01). De autoria do poder Executivo, o texto propõe o fim da tarifa colegial do transporte coletivo urbano para professores e funcionários de instituições de ensino de Caxias do Sul, até então assegurada pela lei 5.323/2000. Diante da aprovação, para vigorar, o PL 4/2021 depende agora da sanção do prefeito Adiló Didomenico/PSDB.


De acordo com a explanação do Executivo, contida na matéria, o projeto que extingue o benefício visa auxiliar no processo de desburocratização do serviço de transporte coletivo, aumentar a competitividade e, consequentemente, diminuir a tarifa paga pelos usuários, atualmente, no valor de R$ 4,65, tornando o serviço mais atrativo à população. O texto ainda aponta que o ônus de arcar com o deslocamento do funcionário cabe ao empregador e não ao sistema de transporte urbano.


Contrário à proposição, o vereador Lucas Caregnato/PT destacou sua preocupação com o deslocamento dos docentes estaduais, que não recebem reajuste salarial há sete anos, dizendo que a iniciativa é precoce, já que não há dados sobre o real impacto que o corte vai gerar no valor da tarifa.


Estela Balardin/PT atentou para a necessidade de recorte de renda, uma vez que educadores e demais profissionais ligados à educação, como merendeiras, já recebem pouco. Na mesma linha, Zé Dambrós
/PSB afirmou que a lei está tratando de forma igual os desiguais, mas pontuou que seria favorável se não afetasse profissionais do setor público e privado da mesma forma. Gilfredo De Camillis
/PSB também lamentou pelo baixo salário dos profissionais da educação.


Estreante na casa, Roselaine Frigeri/PT afirmou que o transporte público é um dos temas mais importantes para a cidade, ressaltando a importância de que o debate seja feito de forma tranquila, com a população sabendo o que está sendo discutido. Gladis Frizzo/MDB também criticou a falta de diálogo e transparência com a maioria da comunidade.


Do outro lado, os vereadores Adriano Bressan/PTB e Tatiane Frizzo/PSDB elogiaram a transparência e o diálogo do poder Executivo. Já Sandro Luiz Fantinel/PATRIOTA e Olmir Cadore/PSDB afirmaram que a lei, até então vigente, priorizava um setor da sociedade em detrimento de outros.


Marisol Santos/PSDB salientou a importância dos profissionais de educação, mas afirmou que é dever do empregador custear o valor da passagem. Mauricio Bedin Marcon/NOVO lembrou um conhecido discurso liberal, ao afirmar que não existe almoço grátis. Também pontuou que a iniciativa tem como objetivo atrair empresas para a licitação do transporte urbano e que a situação atual as afasta, uma vez que 34% dos usuários não pagam a passagem.

Comentários

Carregar mais comentários Comentar notícia